Viaja até outro planeta. Descobre quantos anos tens e em que dia comemoras o teu aniversário...
terça-feira, 17 de março de 2009
A XUXA E A SACHA
segunda-feira, 2 de março de 2009
O Papagaio bem ensinado

Era um papagaio muito bem ensinado. Tinha poiso à porta de uma mercearia. De uma vez que o merceeiro estava lá para dentro, um freguês, por pirraça, ensinou o papagaio a dizer:
- Está tudo podre.
E o papagaio, de aí em diante, não disse outra coisa. O anúncio, lançado aos quatro ventos, afastava a clientela. Mal chegava alguém ao balcão da mercearia, o papagaio avisava:
- Está tudo podre.
Ficava furioso o merceeiro:
- Este papagaio leva-me à ruína - dizia o merceeiro. - Tenho de dá-lo.
E assim fez. Deu-o a um barbeiro.
Por sinal, o tal malandrote, que convencera o papagaio a dizer: Está tudo podre, também frequentava a barbearia. À socapa, ensinou-o a dizer: Corta-lhe a orelha .
O papagaio passou a repetir. Por tudo e por nada, assim que o cliente se sentava na cadeira, o papagaio pedia:
- Corta-lhe a orelha.
Isto enervava o barbeiro e enervava o barbeado.
- Tenho de ver-me livre deste animal - disse o barbeiro.
E atirou-o pela janela. Mas o papagaio, que não estava habituado à liberdade, voltou a poisar no parapeito. Isto uma, duas, três vezes, até que o barbeiro, já exasperado com a teima do passaroco, foi buscar uma caçadeira e deu uns tiros para o ar, só para afugentá-lo, enquanto gritava:
- Rua! Rua!
O papagaio esvoaçou, a princípio atarantado, mas depressa ganhou altura e voou feliz. Passado muito tempo, foi ter a um armazém em ruínas. Cansado da viagem, acolheu-se a um recanto protegido e adormeceu.
Ora o armazém era frequentado, à noite, por duas quadrilhas de contrabandistas e ladrões, que aí faziam as suas trocas e baldrocas.
Estavam os membros das duas quadrilhas a descarregar e a carregar fardos, quando o papagaio, acordado com o barulho, soltou o aviso, ainda trazido do sonho e das suas recordações:
- Está tudo podre.
- Quem é que disse que está tudo podre? - perguntou o chefe de um dos bandos.
Nisto, ouviu-se uma voz a gritar:
- Corta-lhe a orelha.
Pior ainda. Armou-se uma zaragata entre os dois grupos, em que ninguém ficou de fora.
Então, o papagaio, assustado, lembrou-se dos tiros da caçadeira com que o último dono o afugentara. Deu-lhe para reproduzi-los, enquanto imitava também a voz do barbeiro:
- Rua! Rua!
Os bandidos, assim que ouviram os disparos, saltaram de medo, supondo que era a polícia. Fugiram todos, rua fora, largando tudo.
O papagaio bem ensinado acertara, ao menos uma vez, no que dizia.
Autor: António Torrado
Coraline e a Porta Secreta
Vi o filme "Coraline e a Porta Secreta".
Preço dos bilhetes: 6 euros crianças e 7 euros adultos.
Não se esqueçam que também podem comprar o livro.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
O Peixe da Cabeça Transparente
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
CHARLES DARWIN - NASCEU HÁ 200 ANOS
Faz hoje 200 anos que nasceu o naturalista que mudou compreensão do mundo. Charles Darwin avançou com a teoria da origem das espécies através da selecção natural e chocou o mundo com a afirmação de que o homem descende do macaco.Segundo a teoria da selecção natural, só os indivíduos mais bem adaptados de cada população sobrevivem para deixar descendência.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Naquela pastelaria
Já não sei como falar:
Pedi ao moço um cachorro
Deram-me um cão a ladrar.
Naquela pastelaria
Irritei-me, dei um berro:
Pedi um prego no pão
Deram-me um prego de ferro.
Naquela pastelaria
Quis um garoto beber:
Puseram um rapazinho
Num copo para aquecer.
Naquela pastelaria
Quando a conta quis pagar,
Vejam lá o que me trouxeram
Uma conta de colar!
Luísa Ducla Soares
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
OS NOMES
Os nomes ou substantivos podem ser:
- comuns
- próprios
- colectivos
NOMES COMUNS
Os nomes comuns designam seres ou coisas de uma mesma espécie, nomeiam entidades em geral.
- nomes de qualidades. Ex.:bondade, coragem, simpatia
- nomes de defeitos. Ex.: inveja, maldade
- nomes de animais. Ex.: cão, formiga, leão
- nomes de sentimentos. Ex.: tristeza, liberdade
- nomes de vegetais. Ex.: rosa, tomate
- nomes de objectos. Ex.: caneta, sabonete, colher
NOMES PRÓPRIOS
Os nomes próprios indicam um ser ou objecto único bem individualizado. Os nomes próprios começam sempre por letra maiúscula.
- nomes próprios de pessoas. Ex.: Francisco, Joana
- nomes de apelidos. Ex.: Godinho, Silva
- nomes de regiões. Ex.: Algarve, Minho
- nomes de marcas. Ex.: Mercedes. Nestum, Olá
- nomes de países. Ex.: Portugal, Espanha
- nomes de rios, mares e oceanos. Ex.: Tejo, Atlântico
- nomes de monumentos. Ex.: Mosteiro da Batalha, Torre de Belém
- nomes de livros. Ex.: A Menina do Mar, A Fada Oriana
NOMES COLECTIVOS
Os nomes colectivos são os que, no singular, designam um conjunto de seres ou objectos da mesma espécie. Exemplos:
- bando - conjunto de aves
- manada - conjunto de bois
- enxame - conjunto de abelhas
- turma - conjunto de alunos
MNEMÓNICAS
As mnemónicas consistem numa associação de ideias, recorrendo, por exemplo, às iniciais das palavras que queremos decorar.
Por exemplo, para decorares os planetas fixa a frase: "Minha vóvó, traga meu jantar: sopa, uva e nozes". As iniciais dão-te Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.
Para saberes se as palavras são agudas, graves ou exdrúxulas é só escrever as palavras APU e EGA num quadro. Assim:
Faz corresponder as letras e sabes que se a sílaba tónica for a Antepenúltima, a palavra é Esdrúxula. Se for a Penúltima, a palavra é Grave e se for a Última, a palavra é Aguda.
ACENTUAÇÃO
- Agudas - A sílaba tónica é a última. Ex: televisão, céu
- Graves - A sílaba tónica é a penúltima. Ex: conchas, alegria
Acentuam-se as palavras que terminam em:
- -i ou -u seguidos ou não de s. Ex: lápis, bónus, júri
- -ã e ão seguidos ou não de s. Ex: orfã(s), sotão(s)
- Esdrúxulas - A sílaba tónica é a antepenúltima.
SINAIS AUXILIARES DE ESCRITA
sábado, 17 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
SABES ESTA?
Respondam em "Comentários".
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
ORIGEM DO NOME DE SESIMBRA
Diz-se que, nessa época, já aquela região era terra de pescadores, mas o castelo ainda não existia e a população habitava o lado do monte onde mais tarde se construiria a fortaleza.
Era senhor daquelas terras um homem tirânico que de todos exigia vassalagem. Era ele quem concedia as autorizações de pesca, sem as quais nenhum homem poderia partir para o mar, nem sequer para pescar o sustento da sua mesa. Além disso, cobrava tributos sobre o pescado, sobre os barcos e sobre tudo quanto entendesse. Um desses tributos, velho hábito ancestral, obrigava todas as donzelas que iam casar a serem possuídas pelo tirano na véspera do matrimónio.
Homens e mulheres sofriam por este gesto mas ninguém ousava rebelar-se contra o senhor.
Certo dia, porém, Zimbra e Maria decidiram casar-se. Maria dispôs-se a aceitar fatalmente, o tributo da sua virgindade. Zimbra, contudo, não estava disposto a aceitar aquela exigência que nada fundamentava ou legitimava. E, assim, dispôs-se ele a desafiar o estabelecido.
Todos, e também Maria, o aconselharam a não lutar contra os desejos do velho tirano. Zimbra não deu ouvidos a ninguém, decidido como estava a que não acontecesse a Maria o mesmo que às outras raparigas. Inicialmente só na sua determinação, conforme se foi aproximando o casamento, Zimbra foi sendo rodeado e apoiado pelos outros jovens pescadores da aldeia. Tiveram discussões quase intermináveis sobre o que lhes aconteceria quando o tirano viesse a sentir-se desautorizado. Zimbra pôs cobro às discussões apresentando o seu plano: desceriam até à borda do mar e aí se estabeleceriam num povoado autónomo e livre de toda a tirania.
Isto pareceu tão simples e razoável a todos os pescadores rebeldes que dissiparam os medos e se entregaram inteiros à coragem de Zimbra. Tal era a confiança que depositavam no líder que quase perderam vontade própria… dizendo sempre que se falava no assunto:
― Se Zimbra quiser...
Zimbra quis porque não o tinha medo. No dia do seu casamento recebeu Maria e partiu monte abaixo até à praia. Com eles desceu um grupo de casais.
Chegados ao sopé, delimitaram, segundo velhos rituais, os limites da nova aldeia, sacrificando no centro um animal, como lhes haviam ensinado os seu avós, que tinham recebido o ensinamento de outros antepassados. Em seguida, ergueram os pilares das suas novas casas, pobres choupanas de madeira cobertas de ramos de árvores. Tudo isto fizeram manifestando uma alegria toda natural e no final reuniam-se dançando velhas danças que evocavam pescas maravilhosas e esquecidas.
Quando soube disto, o tirano, juntou quanta gente pôde e, sequioso de vingança, jurou não parar enquanto não desfizesse todas as esperanças de Zimbra e dos rebeldes.
Mas Zimbra e os habitantes do novo povoado sabiam o que os esperava. A pé firme, como quem espera o embate bruto do mar, esperaram a hoste do senhor. Estavam dispostos a tudo por Zimbra que lhes dera a sua coragem:
- Se Zimbra quiser...
E Zimbra quis, mais uma vez. Quando aquela bruta onda de gente embateu nos seus corpos, resistiram serenos porque tinham o conhecimento íntimo de que a fúria dura um momento. Calmos, desfecharam os seus golpes no inimigo que sobre eles se abatia e num gesto de sabedoria mataram o tirano e todos os seus homens.
Ficaram livres do julgo secular e injustificável dos tiranos da terra.
Agora era possível fazer do seu povoado uma terra de verdadeiros pescadores:
-Se Zimbra quiser...
E Zimbra, pela terceira e última vez, quis. De tal modo o quis que, muito tempo depois, quando Afonso Henriques conquistou o velho castelo fronteiro ao mar, era Sesimbra que lhe chamavam.
domingo, 23 de novembro de 2008
ENIGMA - A CANOA
Escreve a tua estratégia nos comentários.
DIVISÃO SILÁBICA
Exemplos:
dó
bo lo
man tei ga
pe que ni na
A cada grupo de letras que pronunciamos de uma só vez, chamamos sílaba.
- Na mudança de linha - translineação - há regras na separação das palavras.
As palavras separam-se pelas sílabas.
Não se separam os ditongos nem os grupos ch, lh, nh, dr, cr ...
Quando houver hífen, este repete-se na linha a seguir.
Separam-se as consoantes repetidas.
- As palavras de um só sílaba são monossílabos: pão, a
- As palavras de duas sílabas são dissílabos: co-lher, me-tro
- As palavras de três sílabas são trissílabos: ga-li-nha, ca-ra-col
- As palavras de mais de três sílabas são polissílabos: e-le-fan-te, men-ti-ro-so
Nas palavras formadas por duas ou mais sílabas há:
- a sílaba tónica (pronunciada com mais intensidade)
Ex: copo, alvorada, menino
- a sílaba átona (pronunciada comintensidade mais fraca)
Ex: copo, alvorada, menino
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
UM MUNDO DE CARTÃO
Gosto muito de ouvir o André Sardet.
Esta música , do seu novo album é fantástica.
Mas há mais, aguardem...
domingo, 2 de novembro de 2008
GRAMÁTICA - O TEXTO
O texto oral é tudo o que dizemos e ouvimos: as conversas, o teatro, uma conferência...
A ciganinha Maysa tinha um burro chamado Titó, de quem era muito amiga. Os ciganos queriam vendê-lo na feira, mas o Titó ia pregar-lhes uma partida...[...]
De um momento para o outro, o Titó começou a coxear. Os ciganos esfregaram ervas na perna doente, deram-lhe palmadas para desentorpecer os nervos mas a manqueira não passava...[...] Daí em diante, o fenómeno repetiu-se em todas as feiras e mercados. Nas estradas e caminhos, montado pela ciganinha Maysa, o burrito trotava que era uma maravilha!
António Torrado
sábado, 1 de novembro de 2008
ANEDOTA
No primeiro dia de aulas o miúdo diz à mãe:
- Mãezinha, o meu professor deve ser muito ignorante...
- Então porquê?
- Ele passa a aula a fazer perguntas aos alunos!














